6 de setembro de 2011

Igreja Anglicana decide combater com mais empenho o avanço do ateísmo


Líderes da Igreja da Inglaterra vão se reunir nos próximos dias para decidir como deve ser combatido com mais empenho o avanço do “novo ateísmo” e como defender o cristianismo da ascensão do secularismo. A pedido da cúpula da igreja, o arcebispo Rowan Williams, de Canterbury, escreveu o
relatório “Desafios para o Quinquênio” no qual prevê uma dura batalha para que a fé cristã não seja vista como “um problema social”.

Isso significa, disse, que os sacerdotes terão de ser mais contundentes contra os argumentos de ateus da “linha-dura”, como Richard Dawkins e Christopher Hitchens.

O relatório -- que vai servir de pauta para a reunião -- ressaltou que é preciso “contrariar a tendência predominante” de tirar a fé da esfera pública, colocando-a “como uma questão privada”. “Este é um desafio para todas as igrejas e religiões, mas especialmente para a Igreja da Inglaterra."

O relatório afirmou que "um dos paradoxos dos últimos anos tem sido a secularização a sociedade e as tentativas de marginalizar a religião ao mesmo tempo em que ocorre um maior interesse por questões espirituais e implicações sociais e culturais da fé religiosa."

Williams disse haver uma crescente discriminação contra os cristãos, inclusive no trabalho, por causa de sua crença. Para ele, a igreja tem de agir de modo que a impedir que a secularização cerceie ainda mais quem tem fé cristã.

Fonte: Paulopes

Confrontos entre cristãos e muçulmanos matam ao menos 22 na Nigéria



Ao menos 22 pessoas morreram em confrontos entre jovens cristãos e muçulmanos e forças de segurança na cidade nigeriana de Jos nesta quinta-feira. A afirmação foi de um funcionário do necrotério local, no segundo dia de violência nesta semana. "Houve confrontos na área de Dusu Uku entre jovens cristãos e muçulmanos.
Não temos certeza sobre o que aconteceu, mas em algum momento as forças de segurança se envolveram", disse à Reuters por telefone Mohammed Kabiro, que trabalha no necrotério central para onde os corpos foram enviados.

"Até agora recebemos 22 mortos aqui no necrotério, a maioria jovens, mas nos disseram que há mais por vir", ele disse, acrescentando que a maioria dos corpos que ele viu tinha ferimentos de tiros.

O porta-voz para a Força-Tarefa Militar Conjunta responsável pela segurança em Jos, capitão Charles Eckeocha, disse que não tinha informações sobre o número de vítimas.

"Não tenho os detalhes do que aconteceu, exceto de alguns de nossos soldados que foram baleados e feridos. Pedimos reforços e eles chegaram. A situação está calma agora", disse.

Treze pessoas morreram em confrontos entre jovens cristãos e muçulmanos que celebravam o festival Eid al Fitr em Jos na segunda-feira, informou o Exército.

Não estava claro se essa última onda de violência estava ligada àquele incidente.

Jos, entre o norte muçulmano e o vasto sul cristão, é, às vezes, o centro de tensões sectárias e étnicas entre as duas fés.

Fonte: Folha.com